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O MITO DE MERCÚRIO


Hermes
Mercúrio

Entre os gregos, Mercúrio era filho de Zeus e Maia, e logo após o seu nascimento mostrou a sua grande inteligência. Nasceu em um monte dentro de um vão de salgueiro. Salgueiro é uma árvore importante porque evita malefícios, como a arruda, a figueira, etc.



Zeus

Como servente especial de Zeus, Mercúrio (ou Hermes como era conhecido na Grécia) tinha sandálias com asas, um chapéu alado e um caduceu dourado, ou vara mágica, entrelaçado por cobras e coroado com asas.



Ao nascer, Mercúrio foi enfaixado, como era comum fazer aos bebés, mas conseguiu desatar sua faixa e seus nós, ficando livre. Aquele que ata e desata tem o poder supremo, o poder de prender ou soltar alguém.


Mercúrio saiu pelo mundo e foi à Tessália, onde estavam os mais belos rebanhos. Roubou os rebanhos de Admeto que Apolo estava a guardar. Apagou os traços do roubo, subornou as testemunhas, sacrificou duas novilhas aos deuses, matou uma tartaruga da qual fez uma lira, escondeu o gado e voltou ao berço como se nada tivesse acontecido. Já começou, então, a mostrar, a sua rapidez, versatilidade, diversidade e astúcia.



Apolo

Apolo, como tinha o dom da adivinhação, descobriu o roubo e acusou Mercúrio. Os deuses não acreditaram, porque, afinal, Mercúrio era um bebé. Mas Apolo levou-o a Zeus que o obrigou a não mentir. Mercúrio não mente, também não diz a verdade completa. Para conquistar Apolo, Mercúrio tocou a lira feita da tartaruga, encantando-o. Então Apolo trocou os rebanhos pela lira.


Isso representa o comércio, a troca, e Mercúrio é o protector dos comerciantes, dos ladrões, e também dos viajantes. Os viajantes e comerciantes atiravam pedras num monte para que Mercúrio protegesse seus negócios.

Mercúrio tornou-se então o ‘Mensageiro dos Deuses’.

A mensageira das Deusas é Íris, com seus sapatos de 7 cores (Arco-íris).


Íris

Mercúrio usa um chapéu que lhe dá invisibilidade, sapatos com asas que lhe dão rapidez, uma bolsa para guardar os seus lucros e um caduceu, que é uma espécie de bastão, símbolo da sabedoria. Mercúrio conhece as ervas, e o seu poder mágico, representado pelo caduceu, é usado também como símbolo dos médicos.


Mercúrio, o mensageiro dos deuses


Mercúrio, deus dos viajantes, protector da magia e da advinhação, responsável pelos golpes de sorte e pelas súbitas mudanças de vida, patrono dos ladrões e dos trapaceiros, era filho de Zeus e da misteriosa Ninfa Maia, a mais jovem das Plêiades, também chamada de noite.

Chamado de trapaceiro por sua ambiguidade, ao mesmo tempo era mensageiro dos deuses e também fiel mensageiro do mundo das trevas. Mercúrio é filho da luz espiritual com as trevas primordiais. As suas cores vermelho e branco reflectem a mistura de paixões terrenas com a clareza espiritual que fazem parte de sua natureza.


Ainda muito pequeno, Mercúrio conseguiu sair do berço, roubou um rebanho do seu irmão Apolo, criou o fogo e assou duas reses. Para enganá-lo, calçou as sandálias ao contrário para que o irmão seguisse a pista falsa.


Quando Apolo descobriu o roubo foi exigir de Hermes a devolução das reses.

Mas Hermes negou tudo desculpando-se por ser ainda uma criança.

Apolo previu que Hermes se tornaria o mestre dos ladrões.

Mais uma vez, Hermes enganou o seu irmão Apolo e deu-lhe uma lira feita de casco de tartaruga dizendo ser uma homenagem por suas habilidades musicais. Apolo encantado com a homenagem esqueceu-se do gado.

Apolo, temendo que no futuro Hermes voltasse a enganá-lo, exigiu que o irmão jurasse nunca mais enganá-lo e em troca ele o tornaria rico, honrado e famoso, hábil em tudo que empreendesse honestamente, tanto na palavra como nos actos, e capacidade de concluir o que tivesse iniciado.

Deu a Hermes três virgens aladas que ensinavam a divinação e diziam a verdade quando alimentadas com mel.

Hermes tornou-se o mestre dos quatro elementos e ensinou aos homens as artes da advinhação.


Homero


Retratado por Homero e Hesiodo, com suas habilidades e benfeitor dos mortais, portador da boa sorte e também das fraudes. Autores clássicos também adornaram o mito com novos acontecimentos. Ésquilo mostrou Hermes a ajudar Orestes a matar Clitemnestra sob uma identidade falsa e outros estratagemas, e disse também que ele era o deus das buscas, e daqueles que procuram coisas perdidas ou roubadas.


Sófocles fez Odisseu invocá-lo quando precisou convencer Filocteto a entrar na Guerra de Tróia do lado dos gregos, e Eurípides fê-lo aparecer para ajudar Dolon na espionagem da armada grega. Esopo, que pretensamente havia recebido o seu dom literário de Hermes, colocou-o em várias de suas fábulas, como regente do portão dos sonhos proféticos, como deus dos atletas, das raízes comestíveis, da hospitalidade; também disse que Hermes havia atribuído a cada pessoa o seu quinhão de inteligência. Píndaro e Aristófanes documentam também a sua recente associação com a ginástica, que não existia no tempo de Homero, Aristóteles sistematizou o conceito da hermenêutica, a ciência da interpretação, da tradução e da exegese, a partir dos atributos de Hermes.


Eudoxo de Cnido, um matemático, chamou de Hermes o planeta hoje conhecido como Mercúrio, mudança ocorrida graças à influência romana posterior.

Divindade muito antiga, era cultuado como um deus da fertilidade, dos rebanhos, da magia, da divinação, das estradas e viagens, entre outros atributos. Ao longo dos séculos seu mito foi extensamente ampliado, tornando-se o mensageiro dos deuses e patrono da ginástica, dos ladrões, dos diplomatas, dos comerciantes, da astronomia, da eloquência e de algumas formas de iniciação, além de ser o guia das almas dos mortos para o reino de Hades. Com o domínio da Grécia por Roma, Hermes foi assimilado ao deus Mercúrio, e através da influência egípcia, sofreu um sincretismo também com Toth, criando-se o personagem de Hermes Trismegisto – O três vezes grande.




A Hermes são atribuidos uma grande quantidade de amores com deusas, semideusas e mulheres mortais, gerando numerosa descendência. Gerou Hermafrodito, Eros e talvez Príapo junto com Afrodite; Pã junto com ninfa Dríope; seduziu Hécate às margens do lago Boibes, relacionou-se com Peitho, a deusa da persuasão, tomando-a como esposa; tentou cortejar Perséfone, mas foi rejeitado.

Dáfnis, Kaikos, Keryx, Kydon, Ekhion e Eurytos, Eurestos, Norax, Céfalo, Elêusis, Polybos, Mirtilo, Lybis, Pharis, Arabos, três filhos sátiros: Pherespondos, Lykos e Pronomos; eram todos frutos de amores de Hermes com inumeras ninfas, mortais, e semi-deusas.


Os romanos deram-lhe mais um amor, Larunda, com quem gerou os Lares, importantes deidades domésticas.

Freqüentemente é representado como um jovem de belo rosto, vestido com uma túnica curta e trazendo na cabeça um capacete com asas, calçando sandálias aladas e na mão seu principal símbolo, o caduceu doado por Apolo. Como mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses, deu origem ao termo hermenêutica.


Hermes representa a nossa capacidade de vislumbrar nossos talentos, mesmo que nos possamos sentir confusos, e pode indicar-nos as melhores escolhas que podemos fazer na nossa vida. Hermes é brincalhão e às vezes não responde quando queremos uma direcção.

Chega-nos disfarçado através de sonhos que nos perturbam ou na figura de uma pessoa que se torna importante, como se fosse catalizador de uma viagem.


Hermes pode surgir sob uma súbita descoberta de que sempre sabemos mais do que imaginamos. Uma circunstância inesperada e corriqueira traz uma mudança nas nossas vidas, como um mestre interior ou exterior.


Tal como no mito de Dioniso, Hermes protege-o até ao seu nascimento e nós também podemos nos proteger ou ser protegidos.


Hermes era um deus em quem não se podia confiar, pois era traiçoeiro e maldoso e quase sempre desviava os viajantes das estradas. Assim, seguir o mestre interior nem sempre significa uma escolha segura e garantida. Muitas vezes dependemos de uma indicação externa para orientar-nos.



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